A falta de união entre
os movimentos sociais é uma coisa que ao mesmo tempo que me parece
culpa de ninguém, me parece culpa de todo mundo. Mesmo que o
discurso seja de igualdade (e é) nunca é fácil confraternizar com
o “inimigo”, com o opressor, com aquela pessoa que agora precisa
de ajuda, mas em outra ocasião facilmente te desprezaria.
É nessas questões que
Mark, um dos protagonistas de Pride, esbarra. O ano é 1984, e
a Inglaterra sofre com um período extremamente conturbado: os
mineiros ingleses sofrem nas mãos de Margaret Tatcher, a dama de
ferro, que recusa-se a ceder um milímetro que seja nas revindicações
desses trabalhores. A escolha, em muitas pequenas cidades dependentes
da mineração, parece bem simples – ou furar a greve ou morrer de
fome.