14 julho 2013

Domingo preguiçoso: A pequena vendedora de fósforos



Talvez a maturidade me faça entender porque as crianças são, de forma geral, subestimadas pelos adultos, como se fossem seres incompletos, como se a chegada da idade parasse completamente o desenvolvimento e aprendizado que se tem mais intensamente nessa idade.



Meu amor pelas coisas feitas por esse público que não as subestimam já é muito declarado, e eis que topo com esse curta do lindíssimo conto de Hans Christian Andersen, A pequena vendedora de fósforos. Como eu nunca havia visto nada que adaptasse esta história em especial, aqui está a dica do Domingo Preguiçoso.


11 julho 2013

Filminho de quinta: dos monstrinhos que a Pixar criou


Acabei de chegar do cinema onde assisti com minha irmã Universidade de Monstros, a prequel para o muito famoso Monstros S/A. Adoro assistir animações no cinema por um motivo: o clima em geral é tão feliz (e/ou emocionante) que não consigo me incomodar muito com os freqüentadores extremamente mal-educados, que acham que conversar, atender ao telefone (“to no cinema, cara!!”) ou narrar a história (“aposto que agora ele vai abrir a porta! Abriu! Não disse?”, “Olha o zumbi ali! Não, faz silêncio, idiota!”) sejam boas idéias.
Mas seja em casa ou seja no multiplex local, uma coisa é mais do que certa: as animações que assisti recentemente (sobretudo as da Pixar) tem me deixado com uma sensação incrível de vazio.

10 julho 2013

Quarta-feira aleatória: The Paradise (série)



Por algum tempo, séries de época para mim se resumiam naquelas que mostravam a ociosa (mas não entediante) vida das elites da época vitoriana.

Ainda bem que o novelão Downton Abbey desmistificou isso na minha cabecinha, abrindo meus horizontes para produções que retratam épocas mais recentes e a classe operária – mas que não perdem a magia e sotaque bonito. 
Confesso que as adaptações de Jane Austen (com sua leve e quase imperceptível ironia) ainda ocupam o lugar número um no coração, mas o charme também é presente naquelas que retratam não as relações sociais da elite inglesa, e sim as mudanças – protagonizadas por gente de todo tipo e origem.



As lojas de departamento fizeram parte da consolidação da cultura de consumo em praticamente todo o lugar, alterando a tradição e minando muitos pequenos comerciantes e seus exclusivos (mas de qualidade) produtos. Eu já havia começado a assistir Mr.Selfridge’s, que conta a história da abertura da primeira loja de departamentos em Londres (que existe até hoje) mas o andamento da série e seus personagens não me agradaram muito para passar do terceiro episódio. Aí achei The Paradise que, apesar de alguns defeitos, superou minhas expectativas.

09 julho 2013

07 julho 2013

Domingo preguiçoso: capas x gênero


Não dá para dizer tanto com 140 caracteres: "Eu desejo ter uma moeda para cada email que recebo que diz "Por favor coloque uma capa não-menininha no seu livro e então eu poderei lê-lo. - assinado, Um Rapaz.""
Um tweet da autora Amanda Hocking me chamou a atenção alguns meses atrás: ele falava sobre gênero.

Eu não devia, mas me surpreendo quando autores de livros Young Adult (principalmente se forem dos livros considerados mais “menininha” falam desse tema. Isso porque o machismo e os esteriótipos na maior parte do tempo dominam o meu gênero favorito, seja ele contemporâneo, distópico ou sobrenatural. Enfim, Amanda Hocking havia postado em seu blog sobre um maravilhoso e muito repercutido texto de outra autora, Maureen Johnson, chamado The Gender Coverup. Já imaginei milhares de maneiras com as quais eu introduziria esse texto aqui no blog, mas nesse Domingo Preguiçoso, não posso deixar de mostrar o resultado de  um desafio proposto por Maureen.

On the road - Pé na Estrada, de Jack Kerouac (fonte).
Como seriam as capas de seus livros favoritos caso eles fossem escritos por alguém do sexo oposto? Que pergunta imbecil, Isabel, você pode falar. Livros não tem gênero


Não. Por mais que muitos capistas façam trabalhos fantásticos, infelizmente, a percepção de masculino e feminino afeta bastante o seu trabalho - seja por inclinação propria, seja por pedidos dos autores e dos editores. Mas dê uma olhada nas imagens abaixo: tenho certeza de que você vai mudar de ideia. 

06 julho 2013

Sábado + livro = < 3: O conto da aia




Eu não tinha saudades quando eu era pequena e minhas felicidades cotidianas e familiares, porque sei que poderia voltar àquilo quando bem quisesse. O meu universo se ampliou, com o pequeno ônus de saber que em alguns dos rios pelos quais passeis nunca poderei voltar – ao menos não da mesma maneira.

No meu caso, isso é, quase sempre, algo suportável e as vezes até bom. Mas quando só se possui o passado e nada mais? Quando a saudade é tão grande que se transforma em uma denúncia óbvia da falta de futuro a se ansiar e da impossibilidade de prazer (por menor que ele seja) no cotidiano? Não estou falando de algum relato da aproximação da morte, e sim de Offred, uma aia na República de Gilead.