07 janeiro 2015

O doador de memórias (livro)


Em teoria, conhecer o passado nos ajuda a tomar decisões mais acertadas para o presente. Guerras poderiam ter sido evitadas se os governantes olhassem para a história, e em nossas vidas passos mais acertados poderiam ter sido dados se usassemos o ontem como referência. Não vem funcionado muito bem, mas bom, é o que temos.

A sociedade de O doador de memórias, porém, escolheu esquecer. Mas não escolheu esquecer só os fatos históricos de guerras e destruição, mas os personagens desconhecem também qualquer coisa fora dos limites bem planejados e regras milimetricamente executadas de suas comunidades. Adotou-se a chamada Mesmice, e junto com a fome, a guerra e a violência, exterminou-se também os sentimentos profundos, o amor, as cores e a diferença. Esta última ainda existe, é claro, mas de forma tão sutil e controlada que não traz o problema e a beleza que o divergente geralmente carrega consigo.

06 janeiro 2015

05 janeiro 2015

Expresso do amanhã (filme)


Eu sempre me pergunto por que me entretenho tanto com obras pós-apocalípticas.

Quando falamos de distopias puras e simples, a resposta é óbvia: as mesmas são alegorias poderosas para críticas de problemas atuais. Mas quando falamos de um filme ou livro no qual toda a humanidade é destruída, por que isso é tão atraente?

Segundo o filme Jogos do apocalipse, um evento de destruição mundial varre, para os sobreviventes, todo o universo e cultura no qual seus planos se basearam. O diploma, o emprego e o acesso ao wi-fi não possuem mais nenhuma importância, visto que o sistema no qual sua essencialidade foi determinada não mais existe. Como esse crítico muito bem apontou, a morte de um só ser humano é um desastre, de toda a humanidade é entretenimento. Afinal, como não se atrair com um universo cheio de possibilidades?

04 janeiro 2015

Domingo preguiçoso: robôs poloneses em 1920


Sou bastante fã desse estilo que mistura coisas que nunca, de outra maneira, veríamos juntas: aguça a criatividade melhor do que os clichês.


Tipo esses robôs na área rural da Polônia em 1920.

02 janeiro 2015

Star-crossed (série)


O canal americano The CW vem aparecido com boas séries de ficção científica nos últimos tempos, mas é uma pena que muitas delas compartilhem dos mesmos problemas. No caso de The Tomorrow People, a qualidade da história não compensava muito tais defeitos, mas com The 100 e a infelizmente já cancelada Star-Crossed, vale a pena conferir.

Nunca me considerei uma grande fã de história de alienígenas – na verdade, todo meu amor por histórias de ficção científica repousam na distopia, e até mesmo clássicos do gênero como Blade Runner demoraram um pouco a me convencer. Depois de terminar uma maratona de V durante as férias, porém, resolvi abrir um pouco mais a cabeça para o gênero – afinal, não muito diferente de muitas das coisas que escrevo – e Star-Crossed me rendeu umas boas horas de diversão.