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16 janeiro 2015

Stalker (série)


A invasão da privacidade alheia é um tema muito difícil de ser discutido em tempos de internet. Ninguém gosta de ter sua vida fuçada por outra pessoa, mas ao mesmo tempo, expomos tudo que há de possível nas nossas redes sociais. O termo stalker, então se popularizou não como um louco perseguidor que segue cada passo de seu objeto de atenção, mas sim como um homem ou mulher normal que destrincha os perfis online de determinada pessoa e até mesmo – Deus nos salve disso – joga o nome dela no Google (técnica conhecida pelos resultados infames que traz).

Em Stalker, como há de se esperar, falamos do primeiro caso.

04 janeiro 2014

Garota Exemplar (livro)



Garota Exemplar foi um aqueles livros que causou um burburinho na blogosfera literária à época de seu lançamento – a mistura de qualidade da obra em si com a sempre ótima divulgação da Intrínseca tornam isso um caminho óbvio.

Demorei um pouquinho, mas finalmente li o livro de que tanto falaram – um suspense policial com pitadas de drama familiar que vale muito a pena.
Começamos com Amy e Nick, um casal americano que poderia estar em uma série moderninha qualquer em Nova Iorque – ambos jornalistas, mantém um estilo de vida bastante high society graças aos pais de Amy, autores de uma série de livros infantis de muito sucesso chamada Amy Exemplar.

Ou poderiam todos os verbos no paragrafo acima estar no passado? Porque quando o livro começa, Amy Exemplar não vende mais tão bem assim, o casal perdeu seus empregos na cidade e agora vivem na pequena terra natal de Nick, onde até um pouco de tempo antes ele cuidava da mãe adoentada. Com um estilo de vida mediocre comparado o que estão acostumados e as comuns rupturas que surgem em um casamento, o relacionamento dos dois está em decadência – até que algo chacoalha e muda a tediosa vida de Nick na cidadezinha: o desaparecimento de Amy.

29 junho 2013

Paperboy


Nem todos os livros falam sobre o que parecem falar a priori. Já aprendi há muito a não confiar em sinopses, então o rótulo de “romance gótico” dado a Paperboy pela mesma felizmente não me enganou. Os primeiros capítulos sim.

Jack é um nadador expulso no seu terceiro ano da Universidade da Flórida. A situação o obriga a voltar para a casa de seu pai, o dono de um jornal de tendências liberais em uma cidadezinha no interior do estado, trabalhando para o mesmo como entregador de jornais.

06 novembro 2012

A rainha do castelo de ar




Tenho protelado a leitura de A rainha do castelo de ar por um motivo bem simples: eu não quero que a série Millenium, uma das minhas preferidas, acabe - ao menos não para mim como leitora, já que, tecnicamente, não há como haver uma continuação.

Comecei a ler as aventuras de Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander em 2011, por influência da mídia: muito se falava da adaptação americana para os cinemas, estrelada por Daniel Craig (falei dessa versão de Os homens que não amavam as mulheres aqui e da filmada por suecos aqui). Além disso, pipocavam notícias sobre a morte do autor, Stieg Larsson, ocorrida nas escadas do prédio onde ele morava – sessenta cigarros e litros de café por dia durante anos cobraram seu preço.

Embora essa não seja a impressão que fique (toques do editor, talvez?) Millenium estava programada para ter cinco, e não três livros. Aos leitores, só resta imaginar o que Stieg Larsson planejava e aproveitar o máximo possível os livros existentes. [A partir daqui, contém spoilers do segundo livro, A menina que brincava com fogo.]