No auge da fama de A
culpa é das estrelas, muito se falou sobre a tal da sick-lit,
literatura que, teoricamente, utilizaria personagens com doenças
terminais sem muito pudor. Fora algumas tentativas de leituras de
romances melosos, tive a sorte de cair em um círculo de “sick-lits”
boas, que ao contrário do esperado, não definem os seus personagens
doentes por sua doença. A menina que semeava não quebrou
esse círculo.
Chris tem uma relação
complicada com sua filha Becky, de catorze anos – mas ao contrário
do esperado, o problema não é a rebeldia da menina ou ausência do
pai, e sim a comparação (injusta) com o passado. Apenas quatro anos
antes, Chris ainda era casado com a mãe de Becky, todos eles moravam
na mesma casa e pai e filha viajavam diariamente para Tamarisk.