30 junho 2013

Domingo Preguiçoso: websérie de uma Jane Eyre hipster



Faz um tempinho que quero uma coluna para falar de coisas rápidas que eu nunca julguei que mereceriam um post, mas enfim.
Isso merece, merece muito.

Sem mais delongas, lhes apresento o Domingo Preguiçoso. Coisas aleatórias (e fantásticas) que andaram por aí no meu Feed, mas não rendem o meu blábláblá de sempre.



Jane Eyre é um dos meus romances de formação favoritos de todos os tempos – narrando a história de uma garotinha órfã do século dezenove que se torna perceptora da protegida de um homem recluso (e riquíssimo), é uma daquelas leituras que valem a pena ver de novo ao menos uma vez no ano.
The Lizzie Bennet Diaries é uma web série criada por... Bom, acho que aqueles de vocês que não estavam em uma câmera criogênica conhecem (e provavelmente muito bem) The Lizzie Bennet Diaries, a fantástica adaptação em vlog de Orgulho e Preconceito.

29 junho 2013

Paperboy


Nem todos os livros falam sobre o que parecem falar a priori. Já aprendi há muito a não confiar em sinopses, então o rótulo de “romance gótico” dado a Paperboy pela mesma felizmente não me enganou. Os primeiros capítulos sim.

Jack é um nadador expulso no seu terceiro ano da Universidade da Flórida. A situação o obriga a voltar para a casa de seu pai, o dono de um jornal de tendências liberais em uma cidadezinha no interior do estado, trabalhando para o mesmo como entregador de jornais.

27 junho 2013

É como se fossemos a mesma pessoa [FILME: Ruby Sparks]



Acho incrivelmente complicada a forma com que relacionamentos são retratados na ficção – não completarei a frase com o clichêzão vago “hoje em dia”: esse problema parece ser atemporal. O quão saudáveis são Romeu e Julieta? Werther, porque você não simplesmente superou Carlota? Bella Swan, onde está a sua vida além de Edward?

Milhões e milhões de homens e mulheres (não se enganem pelo machismo, amiguinhos) cresceram com a ideia de que um dia achariam a sua outra metade da laranja, a sua alma gêmea, e a partir dali, tudo seria perfeito. Novelas terminam sempre com casamentos, como se os mesmos fossem o fim e indicativo de uma incrível estabilidade, não o começo de outra jornada (que, como qualquer uma, trará suas dores e alegrias). Essas expectativas, tão idiotas e irreais, não levam só a decepção, mas ao resmungo em massa de “não tem mulher/homem que preste hoje em dia!”.

25 junho 2013

Pão do Peeta (Jogos Vorazes) - Receitas Literárias #3



Sem grandes apresentações, eis o terceiro episódio do Receitas Literárias, com meu queridinho Jogos Vorazes!


22 junho 2013

Talento e Eragon



Eu não acredito em talento. Creio que não existe uma disposição ou genialidade naturais, só um conjunto de condições favoráveis (que em geral não é tão específico assim e freqüentemente dispensável) e muito, mas muito suor.

Pouco tempo total de prática é o defeito apontado por John Scalzi em seu post “Porque a escrita adolescente é ruim”. Sou uma aspirante a escritora e a condição de adolescente me pertence por ainda alguns meses (as espinhas, contudo, ainda parecem ter uma curiosa resistência a tal separação) mas mesmo que concordar com Scalzi seja chamar minha príopria escrita de porcaria, tenho de admitir que ele tem razão.

Mas ah! Como eu queria ser Christopher Paolini!

Aos quinze anos, ele iniciou a escrita de Eragon, primeiro livro de uma quadrologia mundialmente aclamada. E que sim, mostra a imaturidade de seu autor, mas de forma leve e superficial. 

18 junho 2013

Ouça-me rugir: notas sobre as manifestações



A protagonista do filme Do outro lado, Ayten, é membro de um grupo político de oposição em seu país, a Turquia. Como os recentes acontecimentos envolvendo a praça Taksim mostram, a democracia do país não anda lá em bons lençóis, e como bom espelho da vida que é a boa arte, Do outro lado coloca a organização de Ayten (e ela mesma) como marginalizada e perseguida pelo governo turco – por seu ativismo, a garota é presa, leva incontáveis surras, se auto-exila e outras coisas mais.

O curioso é que quando a sra.Obermuller a questiona sobre os ideais de seu grupo, Ayten dá uma resposta genérica, repetitiva e confusa – o equivalente turco ao nosso “o Brasil é pão e circo” ou “abaixo a corrupção”. Ou seja: Ayten deu seu sangue e suor literais por uma causa que desconhece, algo nebuloso. Ela tem revolta, energia e vontade, mas qual seu alvo?



Essa, meus amigos, é minha maior reserva quanto aos protestos que estão acontecendo no Brasil. O gigante acordou, mas acordou pra quê mesmo?

16 junho 2013

Sobre revistas, Línguas de Fogo e revisão



Provavelmente por causa da internet, seus blogs e milhares de fontes fabulosas de informação, não sou mais uma leitora voraz de revistas. Embora não as dispense caso a capa me interesse ou esteja entediada em um consultório médico, mensalmente raramente passo da minha assinatura de Galileu, dos gibis sagrados da Turma da Mônica e de uma folheada na Máxima.

Pode até parecer muito quando eu as listo aqui, mas não é nem de longe comparável ao feito na minha infância. A supracitada Turma da Mônica sempre foi presente na minha vida, mas durante um período, meu quarto sempre foi lotado de Recreios, Caprichos e qualquer outra publicação periódica infanto-juvenil que você possa achar no caixa do supermercado – conseguidas ora de bom grado, ora com algum choramingo (é impressionante como quatro ou cinco dessas revistas equivalem ao preço de um livro – geralmente graças a um brinquedinho de plástico que perde a graça depois de cinco minutos e repousará quebrado e empoeirado em uma caixa qualquer até a próxima faxina geral).