30 maio 2013

[FILME] Terapia de risco



Às vezes parece que todo mundo tem depressão hoje em dia.

Não me entenda mal: não estou diminuindo a importância do chamado “mal do século XXI”, nem subestimando a gravidade da doença para os que realmente a possuem. O problema é que aparentemente há diagnóstico em excesso, onde qualquer tristeza um pouquinho mais duradoura ou problema mais complicada deve ser tratado com uma ajudinha química. Sim, a ciência supostamente deve tornar as nossas vidas melhores, mas obstáculos são algo constante na vida e devem ser enfrentados em estado natural. Se você não tem transtorno de déficit de atenção, não deve tomar Ritalina só porque quer um empurrãozinho para passar no vestibular.



Esse excesso de diagnóstico fica logo claro nos primeiros minutos do filme americano Terapia de risco: quase todos ao redor da protagonista Emily parecem ter tomado alguma medicação para depressão nos últimos tempos. De marcas que exibem suas propagandas em todo lugar, tratando a doença como um fenômeno geral e dando a entender que as pílulas anti depressivas são tão simples como aspirinas ou sabonetes contra acne.

28 maio 2013

[LISTA] Cinco livros que dariam boas leituras obrigatórias

Uma parte considerável dos meus problemas (já que privilegiada, em comparação com a população geral, por estudar em uma boa escola) acadêmicos até hoje se resume em uma pequena palavra: vestibular.

É por causa dele que decoro fórmulas ao invés de raciocínios, suspiro de tédio vinte vezes ao dia e mal consigo abrir a boca de tensão em datas próximas as provas das matérias que menos gosto. Em um aspecto, contudo, tive bastante sorte: embora o estudo de literatura nas escolas brasileiras seja também voltado para essa praga de dez letras, fui presenteada com um professor daquele tipo que só pode ser descrito como “extraordinário”, amenizando a dor de ter que ler o chatíssimo Senhora ou Marília de Dirceu.

Sim, cometo as heresias de não gostar de tais livros “clássicos”. Não estou dizendo que sejam ruins (isso, meus caros, seria estupidez) só afirmo ser errado introduzi-los tão cedo na vida de um estudante, com a finalidade única de responder uma ou duas questões sobre o assunto. Os dramas de Aurélia Camargo são universais, mas é difícil relacionar com a própria vida aos quinze anos.

26 maio 2013

[LIVRO] A linhagem



Na Londres do século XVIII, uma jovem dama encanta a sociedade: Evangeline Bennet, filha de Julian Bennet (o braço direito do rei) e agora noiva de Hector Callum, o arrogante e riquíssimo terceiro na sucessão do trono.

Como boas histórias não são feitas de felicidade e contentamento há, obviamente, um grande problema aqui – Evangeline não quer se casar. Como era comum na época, ela está sendo obrigada por seu pai, que quer se ver logo livre da maior lembrança da esposa morta, que o é não só por seus atributos físicos, mas também por seus dons: uma espécie de bruxa, a garota controla os quatro elementos.

23 maio 2013

[FILME] Compliance



A lei de Murphy é mais efetiva do que a lei da gravidade: não importa em que época ou mesmo mundo você esteja, tudo que pode de dar errado dará.

21 maio 2013

[MINI-SÉRIE] Black Mirror




Quando se fala de filmes, livros, música, seriados, a linha que separa o “adorei!” da adoração é mais tênue do que se possa pensar. Black Mirror a cruzou.

19 maio 2013

[LIVRO] A arma escarlate



Boas intenções não adiantam: sempre existem opiniões diferentes que nos deixam desconfortáveis.

Não falo de preconceitos (desde os declarados até os mais enrustidos e aceitáveis socialmente) e sim de opiniões de facto, posicionamentos pessoais que, como questão privada, devem ser respeitados – mas isso não evita a coceirinha na orelha e o sorrisinho amarelo.

Para mim, em especial, uma dessas opiniões desconfortáveis (que bate forte as vezes) é o hábito dos brasileiros em detestar o Brasil, sua  própria gente e costumes. De querer importa tudo por mais ilógico que algumas dessas importações seja. Não que eu ache que a minha terra não tenha defeitos, só discordo que ela é completamente imprestável e de que o que vem de fora é necessariamente melhor.

Por isso, eu sorria que nem uma boba durante a leitura d’A arma escarlate. Mesmo usando uma espécie de importação (as semelhanças com Harry Potter são óbvias e não negadas pela autora) é tão brasileiro e tão crítico ao tal “espírito de vira lata” do qual a maior parte dos meus compatriotas padece.
Comecemos pelo protagonista: Hugo Escarlate é um retrato do Brasil, um menino de 13 anos, filho de uma mãe solteira (evangélica) e morador da favela carioca Dona Marta. No morro pré-pacificação, é claro: o ano é 1998, com a violência atingindo o seu ápice.

16 maio 2013

[TAG] Melhores universos fictícios

Imagem adaptada de Sodahead.


Ando pensando muito nisso de universos fictícios. O meu gênero favorito – ficção distópica, como o nome do blog pode muito bem sugerir – baseia boa parte de sua qualidade em um mundo diferente do nosso, mas isso não fez a minha tarefa atual (estruturar um universo de fantasia épica para um livro que pretendo escrever) mais fácil.

Pois é, apesar de já ter feito uns rabiscos de distopias e umas coisinhas sobrenaturais (muito inspirada pela série dos irmãos Winchester, da qual já fui fã) nunca realmente mergulhei fundo na construção de um universo paralelo e fantástico. E como é difícil! Todos os aspectos devem ser pensados e bolados a partir das diferenças que o tal tem em relação ao nosso, e cada coisinha conta.

Pensando nisso, procurei alguma tag ou lista que me permitisse expor os meus favoritos aqui. Não achando uma que gostasse, dei o meu melhor para criar uma própria. Regras no final do post. Vamos aos mundos maravilhosos que me fizeram viajar e aqueles que o habitam...

12 maio 2013

[LIVRO] Meu amor, meu bem, meu querido + sorteio




Primeiras impressões quase sempre são enganosas – como imortalizado por Elizabeth Bennet no seu gigante erro ao julgar a personalidade do Sr.Darcy, custa tempo para conhecer qualquer coisa.

Primeiras impressões seria, aliás, um título bem mais legal para Meu amor, meu bem, meu querido – nome que,além de feio e pouco atraente, é mal traduzido dado o contexto.

09 maio 2013

[FILME] Do outro lado




Nejat e seu pai, Ali, são dois dos milhares de imigrantes turcos na Alemanha, povo que, em algumas regiões do país, formam até mesmo comunidades próprias. Professor universitário, o doce Nejat divide-se entre suas aulas e os momentos com o pai, sua única família no novo país.

Solitário, Ali contrata uma prostituta de sua terra natal, Yeter, que usa seus rendimentos para pagar a faculdade da filha Ayten. Quando em um momento de raiva Ali mata Yeter por acidente, Nejat vê como seu dever moral encontrar a jovem Ayten e terminar de pagar pela sua educação.

07 maio 2013

[SÉRIE] Les Revenants



Um acidente acontece em uma cidadezinha francesa durante um passeio escolar, e nele, trinta e oito adolescentes locais morrem. Entre eles está Camille, cuja morte desmantelou a sua família: seus pais, Claire e Jerome, passam por um complicado processo de divorcio; este último parece sucumbir aos poucos ao alcoolismo e Lena, sua irmã, está cada vez mais distante de todos. Enfim, as preces da mãe ferida acabam sendo atendidas da pior maneira possível: um belo dia, Camille, o seu” bebê”, volta dos mortos.

05 maio 2013

[LIVRO] Clockwork princess (As peças infernais #3)




Eu adoro doces.

De qualquer tipo – desde os caseiros da vovó até os mais elaborados – mas tenho uma quedinha por esses que você compra no caixa do mercadinho. Pirulitos, chicletes e balas fazem brilhar meus olhos, e apesar de estar um pouquinho velha para colar tatuagens de brinde da Hello Kitty nos pulsos, não tenho muita vergonha de ainda fazê-lo.
Como tudo na vida, doces em excesso não fazem muito bem, então tento pegar leve. É uma pena que Cassandra Clare tenha esquecido de aplicar essa lógica a triângulos amorosos.
A partir daqui, pode conter spoilers de Anjo mecânico (livro um) e Príncipe Mecânico (livro dois).

02 maio 2013

[SÉRIE] The Following




Lemony Snicket disse que as pessoas são como saladas de chef – um monte de coisas boas e ruins misturadas, que, no final, podem dar resultados adoráveis ou desastrosos.

A temporada de The Following (cuja estréia comentei aqui) foi uma grande salada do chef. Felizmente, o gosto final foi mais para o “fantástico”.

Essa resenha não contém spoilers!